sexta-feira, 14 de maio de 2010

Voltaire, biografia e pensamentos



Voltaire, biografia e pensamentos
IDÉIAS de Voltaire
Biografia e idéias de Voltaire – . O autor (1694-1778) nasceu em Paris. Seu nome verdadeiro era François Marie Arouet. Seu pai era tabelião e possuía pequena fortuna. Sua mãe tinha origem aristocrática. Ela morreu depois do parto. François foi franzino durante a infância e teve saúde fraca durante toda a vida. Tinha um irmão mais velho, Arnaud, que entrou para um culto herético jansenista. François revelou talento literário e sensibilidade poética logo na infância. Ele comprou livros com a herança de uma senhora que havia visto nele futuro cultural. Com esses livros, e com a tutela de um abade, começou sua educação. O abade lhe mostrou o ceticismo e as orações religiosas. O pai de François queria um futuro prático para o filho. Achava que a literatura não rendia dinheiro nem prestígio. Com o intuito de tornar o filho advogado do rei, coloca-o num colégio jesuíta. Os jesuítas eram padres com formação militar, que usavam para difundir o evangelho no mundo todo. Eram membros da Companhia de Jesus, que havia sido fundada por Inácio de Loyola. Os jesuítas ensinaram a Voltaire a dialética, arte de dialogar progressivamente, para provar as coisas. Ele discutia teologia com os professores, que reconheciam Voltaire como um “rapaz de talento mas patife notável”.

Seu padrinho o introduziu numa vida desregrada. Conheceu escritores, poetas e cortesãos. Ficava na rua até tarde, divertindo-se com fanfarrões epicuristas e voluptuosos. Seu pai, homem sério, não viu com bons olhos as atividades do filho. Manda-o para a casa de um parente, para mantê-lo quase preso. Mas o parente, quando o conhece, gosta tanto dele que lhe dá liberdade.

Quando François termina o colégio, seu pai arranja para que se torne pajém do marquês de Châteauneut. Parte em missão diplomática com esse embaixador para Haya, Holanda. Logo que chega lá encontra uma moça: Olympe Runoyer, a Pimpette. François teve encontros amorosos com a moça e queria que ela fosse morar com ele na França. O caso foi descoberto. François escrevia cartas apaixonadas, dizendo:”não há dúvida de que irei amá-la para sempre.” Mandam-o de volta para a casa de seu pai.

Compõe uma ode a Luís XIII, com a qual participa de um concurso, que não vence. Luís XIV morre, e seu filho é muito jovem para ser rei. O poder ficou com um regente. Sem um governador legítimo,a vida em Paris corria sem controle e François corria com ela.

François começa a ficar conhecido por ser brilhante, imprudente e turbulento. É malicioso e tem os olhos vivos e perpicazes. Vira amante de Susanne de Livry, faz versos galantes e poemas cômicos. Ele aspira ser o grande trágico da época, e não são poucas as suas tragédias. Suas obras somadas dão noventa e nove volumes. É um espírito versátil, dono de uma cultura notável, que o ajudava a ser fecundo. Em 1715 escreve a peça Édipo e o poema Henríada, um épico sobre Henrique IV. Sua fama aumenta e todas as coisas espirituosas e maliciosas são atribuídas a ele, inclusive algumas anedotas, contra o regente que governava, duque de Órleans. As anedotas falavam que o regente conspirava para usurpar o trono. Em 1717, o regente manda-o para a Bastilha, a prisão parisiense. Na Bastilha adota o nome de Voltaire. Depois de quase um ano de prisão, o regente o soltou. A tragédia que escrevera, Édipo, é produzida em 1718, e fica em cartaz quarenta e cinco noites seguidas, um recorde para a época. Se enconta com Fontenelle. Com um lucro de 4000 francos da peça, Voltaire faz investimentos financeiros, empresta dinheiro, e financia o tráfico de escravos, que era um negócio rentável. Assim , fez render seu dinheiro e pode viver com folga.

Então, uma briga com o duque de Sully, cavaleiro de Rohden, o obriga a ir para o exílio. O nobre não aceita seu desafio para um duelo, e dispõe de meios para prendê-lo de novo. O cavaleiro mandou seus homens baterem nele, depois que Voltaire o respondeu. Preso por um curto período, preferiu o exílio na Inglaterra. Depois de ter ficado e alcançado o sucesso com Édipo e a Henríada, ele passa (de início a contragosto) três anos na Inglaterra.

Aprendeu o inglês. Em Londres, conseguiu desenvolver sua intelectualidade. Se relaciona com os poetas Young e Pope; com o escritor Swift e o filósofo empirista Berkeley. Admira-se com a liberdade de expressão dos ingleses, que escrevem o que querem. A filosofia inglesa, que vinha desde o início da modernidade, com Bacon, Hobbes e Locke e os deístas, o agradou. Estuda a fundo a obra de Newton, e mais tarde propaga suas idéias na França, com as Cartas filosóficas, de 1734.

Voltaire absorve rapidamente a cultura e a ciência inglesa. Gosta da tolerância religiosa. Começa a amar a marquesa de Châtelet, Emile de Bretiul. A marquesa é culta, traduzira Newton e apresentou Leibniz a Voltaire. Ela lhe dá proteção no seu castelo de Cyrei. Acha Voltaire interessante, o mais belo ornamento da França. Ela tinha vinte e oito anos, e ele quarenta. Graças a ela e às grandes damas, acredita na igualdade mental inata entre os sexos. No castelo de Cyrei, passavam o dia estudando, pesquisando e fazendo experimentos no laboratório. Voltaire, com sua amante, aprofundou-se em física, metafísica e história. O castelo tornou-se um centro cultural. Voltaire aprefeiçoa seu estilo ionico e frívolo. Escreve Alzire, Mérope, O filho pródigo, Maomé, O mundano, O ingênuo e Cândido.São romances com bom humor. Will Durant diz que os heróis desses romances são idéias, os vilões são superstições e os acontecimentos são pensamentos.

Em O ingênuo, um princípe huroniano chega na França e submete-se aos costumes franceses, tornando-se católico. Para isso um abade lhe deu um exemplar do Novo Testamento. Se apaixona pela madrinha de seu batismo. O romance mostra as diferenças entre o cristianismo primitovo e eclesiástico.

No romance Micrômegas, Voltaire narra a visita de um enorme habitante de Sirius a Terra. Com oito léguas de altura, e mil sentidos, essa raça costuma viver mais de dez mil anos. Sob essa perspectiva vem a tona a finitude e a pequenez da Terra e seus habitantes. O ET diz que é na Terra que a felicidade mora, se dirigindo aos humanos, átomos inteligentes e imateriais. Um filósofo humano expõem ao visitante a brutalidade da existência carniceira na Terra, provocando ira e decepção no alienígena. O filósofo o dissuade de seu impulso de matar a todos com suas passadas.

Em Zadig, Voltaire conta a história de um sábio babilônio. Ao defender a sua amada, Zadig é ferido no olho. Perde a visão desse olho. A amante, Samira, comprometre-se com outro homem. Zadig casa-se com uma camponesa. Testa a fidelidade da camponesa com um amigo, fingindo-se de morto. Traído, foge para o bosque. Adquirindo sapiência, torna-se amigo e ministro do rei. A rainha se apaixona por Zadig. O rei planeja matá-los e Zadig foge. Num transe vislumbra a ordem imutável do universo. A trajetória de Zadig prossegue. Ele é feito escravo, mas depois torna-se assessor de seu senhor.

A correspondência de Voltaire é numerosa. Não só as cartas sobre os ingleses, mas também com inúmeras personalidades da época, como Frederico, o Grande, da Prússia, de quem foi amigo.

Aos poucos, Voltaire volta a ter contato com Paris. Graças à proteção de madame Poiapadeur, vira historiógrafo real. Em 1745, Voltaire e a marquesa vão para Paris. Ele se torna candidato à Academia Francesa. Em 1746, é eleito e faz um belo discurso de posse. Em Paris escreve muitos dramas. Inicialmente fracassa, mas depois alcança sucesso com Zaire, Nahomet, Mírope, Semiramas.

Depois de quinze anos, sua relação com a marquesa torna-se difícil. Em 1748, a marquesa começa um caso com Saint Lambert. Em 1749, a marquesa morre.

Frederico II, da Prússia, o convida para fazer parte da corte, em Postdam. Ele é convidado a ser professor de francês do monarca, que manda dinheiro para a transferência. O convite se deve ao fato de ser Voltaire querido por todos, e admirado por sua inteligência e seus escritos. A estada lhe agrada, mas não de todo. Foge das cerimônias oficiais. Frederico lhe é gentil e amável e juntos mantiveram altas conversas. Voltaire tinha a sua disposíção uma boa suíte. Frederico e Voltaire se tornam muito amigos, e Voltaire não poupa elogios ao monarca falando para terceiros.

Por causa de uma interpretação de um ponto da teoria newtoniana, Voltaire polemiza com um protegido do rei, Malpertuis, presidente da academia de Berlim. Voltaire dirige seu ataque a Malpertuis num panfleto, Diatribe do dr. Akakia, em 1752. Quando o panfleto foi publicado, Frederico, o grande, manda queimá-lo (o panfleto) e Voltaire deixa a Prússia, escapando da raiva real. Em Frankfurt foi preso pelos agentes do rei. Fica preso durante semanas. Quando vai para a França, descobre que está proibido de entrar em Paris. Vai para Genebra, onde adquire uma propriedade chamada “As delícias”. Ali ele termina suas maiores obras históricas: Um ensaio sobre o costume e o espírito das nações e sobre os principais fatos da história, de Carlos magno a Luís XIII. Ele começou essa obra em Cyrei. E A era de Luís XIV.

Nas suas obras históricas, Voltaire não dedicou um enorme espaço à Judéia e ao cristianismo, e relatou com imparcialidade a gigantesca cultura oriental. O Oriente tinha mais tradição que o Ocidente. Sob nova perspectiva, descobriu-se nesse mundo, e os dogmas europeus puderam ser questionados.

Nas Delícias, tem boas relações com os evangélicos. Os enciclopedistas do Iluminismo Francês, encabeçados por Diderot, pedem sua contribuição. Escreve alguns artigos para a Enciclopédia. Ocorre então uma ruptura entre Voltaire e Diderot, por desavença de opiniões. Voltaire ironiza a defesa do estado de natureza de Rousseau (o famoso bom selvagem) dizendo que o que difere o homem dos animais é a educação e a cultura.

Voltaire sai de Genebra e vai para Ferney, onde permanece quase que o resto da vida. Cuidava de sua propriedade rural e escrevia muito. Plantou milhares de árvores. O lugar rapidamente se tornou um centro cultural, a exemplo do que acontecera com o castelo da marquesa. Alguns Iluministas iam para lá. como Helvetius e d’Alembert. Voltaire mantém em Ferney vasta correspondência, com gente de todos os tipos, incluindo muitos governantes.

Em 1755 soube do terremoto em Lisboa, onde morreram umas trinta mil pessoas. Ficou revoltado ao saber que os franceses consideravam aquilo castigo divino. Lamentou a desgraça do destino dos vivos em um poema. Voltaire sempre lutou contra o preconceito e as superstições , preferindo em lugar delas a razão e a cultura elucidativa.

A adoração a um Ente Supremo e a submissão às suas leis eternas, sem conhecê-las por completo, resulta em rituais que não fazem sentido, não tem eficácia. Os preconceitos , para Voltaire podem ser maus, medíocres, ou ter um fim útil, como amar o pai e a mãe. Preconceito é uma opinião desprovida de julgamento. Podem ser:

a) dos sentidos- como por exemplo: o sol é pequeno, pois vejo-o assim.

b)físicos – “a Terra está imóvel”.

c)históricos – por exemplo a lenda da fundação de Roma, por Remo e Rômulo.

d)religiosos – por exemplo: Maomé viajou nos céus.

Voltaire tem um tratamento racional para desvendar os mistérios da consciência humana . Dá a entender que Descartes estava errado com seu inatismo, e prefere a teoria de Locke, de que tudo deriva das sensações. A sensação é tão importante quanto o pensamento, e o mundo é uma sensação contínua. Ele faz paralelos com a cultura grega e romana, nos verbetes do Dicionário Filosófico.

As crenças tem um lado subjetivo muito forte. Nos esforçando para ver a crença, ela acabará por existir, para nós.

Os sonhos são um mistério, portanto fonte de superstições, como os que sonham com acontecimentos futuros e pensam ser Deus o responsável. O fato de não podermos usar a razão enquanto vivemos um sonho, e de ele ser um estado alternativo, de percepção etérea, é o que faz suscitar dúvidas de interpretação. Os sonhos não tem valor objetivo, para Voltaire. A moral vem de Deus, como a luz. As superstições são trevas.

O dicionário filosófico foi publicado em 1764 . Foi o primeiro livro de bolso da história e alcançou muito sucesso. As idéias nele contidas são revolucionárias, pois criticam o Estado e a religião. Voltaire faz muitas citações de grandes autores, e o livro tem uma parte histórica grande. Voltaire faz parte desse movimento de renovação da cultura e crítica da política absolutista chamada Iluminismo. Suas idéias foram propagadas na Revolução Francesa e refletiam os ideais dessa revolução, durante a qual foi muito lembrado. Voltaire não despreza a cultura pagã e oriental, como fazem outros autores.

Cândido, sua obra principal, foi escrito em três dias. Conta com otimismo pessimista a história de um simples rapaz, filho de um barão. Seu mestre, Pangloss, inverte a lei da causalidade, ao afirmar que as pedras foram feitas para construir castelos e o nariz para suportar óculos. No entanto, se acha muito culto.

O exército búlgaro invade o castelo onde Cândido mora e o transforma em soldado. Entre morrer e ser açoitado, Cândido prefere o açoite. Aguenta as chibatadas de todo o regimento durante um tempo. Os pais de Cândido são assassinados, e o castelo é destruído. O rapaz consegue fugir para Lisboa, e no barco que o leva até lá, encontra Pangloss. Em Lisboa ocorre o terremoto. A Inquisição durou mais tempo em Portugal, que se manteve católico e não aderiu ao protestantismo. Cândido, fugindo dela, vai para o Paraguai, país onde há muita diferença social.

Cândido acha ouro no interior virgem do Paraguai, mas é enganado e fica sem quase nada. Vai para Bordeaux com o que sobrou. E Cândido prossegue, sofrendo males a aventuras. Vai para a Turquia. No livro, Voltaire critica a teologia medieval e o otimismo de Leibniz, que diz ser esse o melhor dos mundos possíveis. Certa feita, um jovem defendeu Leibniz, criticando Voltaire, que replicou: “Se esse é o melhor dos mundos possíveis, por que existem tantos males e injurias?” Apesar disso, o mal, para Voltaire, não é metafísico, mas sim social. Deve-se superá-lo com trabalho e com a razão. O homem deve estar sempre ocupado, para não ficar doente e morrer. Voltaire era muito ativo e combateu o ócio. Rousseau via críticas pessoais no trabalho de Voltaire.

Para Voltaire a metafísica é uma quimera. Pode-se escrever mil tratados de sábios e não desvendar o segredo do universo, ou questões como: O que é a matéria? Porque as sementes germinam na terra?

Voltaire difundiu o conhecimento e filosofia. Suas obras foram muito lidas. Ele comenta outros autores e dá sua opinião. Torna claro os complexos sistemas filosóficos, pois é inteligente e escreve bem. O ceticismo de Voltaire é uma atitude espiritual, contra a metafísica. Voltaire fala que o Ser Supremo, cuja crença veio depois do politeísmo, é válido. Disso resulta num paradoxo, pois Deus existe e não podemos conhecer os mistérios do universo. Voltaire aceita os argumentos para a existência de Deus de São Tomás de Aquino. É a causa primeira de tudo, Inteligência suprema.

Contrariarmente ao Deus judaico-cristão, O Deus de Voltaire fez o mundo em tempos remotos e depois abandonou-o ao próprio destino. Por isso Voltaire é deísta.

Para os Iluministas, Deus não existe e é o mal da humanidade. A ignorância e o medo criaram os Deuses, e a fraqueza os preserva. É um empecilho para a civilização. O materialismo é preferencial à teologia. Essas idéias foram defendidas na Enciclopédia, cujo principal autor é Diderot. Os enciclopedistas chamavam Voltaire de fanático, por esse acreditar em Deus. Lembre-se que Voltaire participou da Enciclopédia. Voltaire via Deus na harmonia inteligente entre as coisas. Mas negava o livre arbítrio e a providência. Respondeu ao Barão d’Holbach, notório ateu, que o título de seu livro O sistema da natureza, demonstra a inteligência superior.

Voltaire foi um defensor da justiça. Defendeu muitos que estvam em desgraça e lutou contra a tirania. Não se entusiasmava com as formas de governo. Achava os legisladores reducionistas. Como viajou muito, não era patriótico. Não confiava no povo e não gostava da ignorância, que estava muito difundida. Levantava dúvidas, muitas de suas obras são repletas de perguntas. Numa carta a Rousseau, no qual comenta o Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade, disse que o livro de Rousseau fazia surtir o desejo de voltar a ser animal, e andar de quatro patas, mas ele já havia abandonado esse hábito há sessenta anos.

Aos oitenta e três anos, viajou para Paris, para rever a cidade-luz, depois de tanto tempo. Teve calorosa recepção. Assistiu uma peça sua encenada. Foi até a Academia de Letras de Paris, recebendo uma homenagem. Morreu não muito depois e toda a população parisiense saiu na rua, para participar do cortejo fúnebre

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Panasonic salvando o planeta


Panasonic foca em ecologia na América Latina
A Panasonic Corporation of Latin America (PLA) quer se tornar a principal empresa em inovação ecológica na indústria de eletrônicos da região. Para isso, adotou a chamada “Eco Ideas Declaration”, ação que faz parte do comprometimento de todo o grupo Panasonic em liderar esta questão no mundo até 2018, ano do 100° aniversário de sua fundação.
Para atingir os objetivos, a empresa irá investir em duas frentes distintas: estilos de vida, que promoverá comportamentos ecológicos sustentáveis; e estilos de negócios, que tentará reduzir ao máximo o impacto ambiental de suas operações.
Em estilos de vida a Panasonic pretende dobrar suas vendas regionais de produtos ecológicos, onde se enquadram aqueles que atingem o melhor desempenho em termos de economia de energia, utilização de recursos e gestão de substâncias químicas. A intenção é atingir esse objetivo até março de 2013.
Já na parte de estilos de negócios, a Panasonic se compromete a diminuir as emissões de CO2 em 10% na produção da região até março de 2013, comparando com o nível apresentado no ano fiscal terminado em março de 2006, garantiu o presidente da Panasonic Corporation of Latin America, Hidetsugu Uji. “Também estimularemos nossos funcionários a liderarem esforços de conservação, em cooperação com comunidades locais”, completou.
A declaração na América Latina acompanha as adotadas na Europa, em outubro de 2008, e na região Ásia-Pacífico, em junho de 2009. “Há uma maior conscientização sobre as questões ambientais na América Latina, uma região com uma biodiversidade muito rica devido às florestas tropicais da Amazônia e da América Central. Por essa razão, a Panasonic está combinando os esforços ambientais ao crescimento nos negócios”, afirmou Hidetsugu Uji.

Subwoofer inteligente tem display OLED


Subwoofer inteligente tem display OLED
O DB1 é o novo subwoofer high-end da B&W à venda no Brasil. As principais características do produto são a potência de 1000W e as opções de ajustes avançados, podendo ser configurados por meio do seu display frontal com tecnologia OLED. Com 49cm de altura, o DB1 inclui gabinete reforçado e amplificador Classe D capaz de alimentar dois woofers de 12” capazes de produzir resposta de frequências de até 15Hz.
Considerado o cérebro do DB1, o circuito processamento digital de sinais (DSP) permite maior flexibilidade no ajuste que, aliado a softwares e microfone especial, oferece função de equalização (RoomEQ). O resultado, de acordo com a empresa, é um desempenho de baixas frequências com melhor definição, detalhamento e inteligibilidade.
O subwoofer da B&W possui cinco diferentes modos pré-ajustados, que servem para ser usados durante a reprodução de trilhas de filmes, músicas em estéreo, shows, audições noturnas e games. Um controle remoto acompanha o sub, que traz entre os seus conectores RS-232 e USB para facilitar futuras atualização de softwares.

LG terá metade de suas TVs conectadas à internet


LG terá metade de suas TVs conectadas à internet

Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre a funcionalidade da internet na TV, a Samsung e a LG (as duas mais avançadas nesta questão), prometem esquentar esse mercado. Depois da Samsung apresentar uma linha completa de TVs com acesso à internet, chamada de Media2.0, presente nos televisores LCD da linha 650, plasma 650 e 850, bem como os modelos LCD-LED 7000 e 8000; agora é a vez da LG prometer, até o final do ano, a mesma funcionalidade em metade da sua linha de televisores disponíveis para venda.
Os modelos permitirão acessar conteúdos da internet, via cabo ou Wi-Fi, por meio de um adaptador USB oferecido gratuitamente pela fabricante.
A novidade chega primeiro aos TVs mais sofisticados, os LCDs com backlight de LED, e gradativamente será incorporada ao demais modelos da linha, com a objetivo de atingir 50% de todos os modelos disponíveis até dezembro de 2010. A expectativa é manter o preço mais atrativo ao consumidor e garantir a chegada desses produtos a um preço bem competitivo. "Uma tela de 32", com broadband, recepção digital (DTV) e middleware Ginga já deve estar disponível por menos de R$ 3 mil", diz Fernanda Summa, gerente de produto da LG.
Para lançar o produto foi feita uma pesquisa pelo fabricante que apontou que 69% dos consumidores preferem ver vídeos na Internet do que na TV, sobretudo pela maior gama de opções e pela comodidade de assistir o conteúdo quando quiser.
A fim de garantir opções ao consumidor, a LG fechou parcerias com grandes provedores de conteúdos, como o portal UOL, Terra, Youtube, onde poderão ser conferidas todas as notícias, previsão de tempo além, claro, de serem acessados vídeos.
Existem novas parcerias em negociação e, em breve, a LG deve anunciar um acordo com o Skype, para a realização de vídeo-chamadas por meio do televisor.
Foi anunciado ainda um pareceria com a Telefonica (Speedy) que colocará 200 pontos de acesso em pontos de venda da LG, para a demonstração do serviço.

Toshiba mostra primeiro TV 3D sem óculos


Toshiba mostra primeiro TV 3D sem óculos
O primeiro display 3D da Toshiba que não necessita de óculos especiais foi demonstrado na semana passada em Tóquio. A empresa não informou quando o produto chegará ao mercado, mas prometeu levar o protótipo à feira da SID (Society for Information Display), que acontecerá a partir do dia 25 na cidade de Seattle (EUA).
O modelo exibido no Japão (foto) tem tela de 21 polegadas e utiliza a tecnologia de projeção 9-Parallax, que permite visualizar imagens tridimensionais de vários ângulos. Segundo Yoshio Ooyida, presidente da TMD (Toshiba Mobile Display Co.), essa solução vem sendo solicitada por clientes da empresa, insatisfeitos com a necessidade de óculos especiais nos displays 3D comuns. "Nosso produto é ideal tanto para sinalização em espaços públicos quanto para entretenimento", diz Ooyida, explicando que o aparelho é do tipo light-field, diferente dos que projetam imagens separadas para cada olho.
Esse sistema de formação da imagem, segundo o executivo, provoca menor cansaço visual do que o 3D convencional. Também oferece ângulo de visão mais largo (15 graus), embora com resolução inferior: 1.280x800 pixels.

Plano de banda larga começa em 100 cidades


Plano de banda larga começa em 100 cidades

A primeira fase do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), anunciado pelo governo na semana passada, deverá cobrir 100 cidades, entre elas 15 capitais. A informação é de assessores da Casa Civil e do Ministério do Planejamento, os dois órgãos que estão coordenando a implantação do projeto.
Segundo essas fontes, as capitais já definidas para dar início ao Plano são: Brasília (DF), Palmas (TO), Goiânia (GO), São Luís (MA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE), Aracaju (SE), Maceió (AL), Salvador (BA), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). As demais cidades ainda serão escolhidas, mas sabe-se que o principal critério será a distância em relação ao chamado backhaul (central retransmissora do sinal).
Os mesmos assessores explicam que para receber o serviço de banda larga a localidade precisa estar a, no máximo, 100 quilômetros de um backhaul. A implantação dessas centrais será feita pela Telebrás, utilizando a rede de fibra óptica da Eletronet, ex-estatal que foi extinta com a privatização das telecomunicações. O novo presidente da Telebrás,
Rogerio Santanna, que assumiu o cargo nesta quarta-feira, disse que sua principal tarefa será implantar a estrutura do PNBL e tornar a empresa "transparente".

Microsoft Kin


Microsoft Kin: bastidores da tecnologia de cloud computing
Durante a Tucon 2010, conferência organizada pela Tibco em Las Vegas esta semana (e o Zumo está lá, olha só!), a Microsoft fez uma longa demonstração do Kin, seu novo smartphone voltado para o público jovem.
O que mais impressionou foi a velocidade com que o pequeno aparelho conseguiu acessar informações de diferentes redes, como Twitter, Facebook e MySpace. O telefone em si mostrou o problema comum aos smartphones que não levam a maçãzinha. A tela sensível ao toque não respondia 100% das vezes, os gráficos engasgavam um pouco nas transições… mas mesmo assim a velocidade com que o aparelhinho recebia e mandava as informações para as redes foi quase boa demais para ser verdade.
Segundo Robert Williams, diretor de experiências móveis da Microsoft, essa velocidade é fruto da parceria com a Tibco. Basicamente, a tecnologia de comunicação da empresa permite que a informação viaje em pedaços menores, de forma mais eficiente. Se você já usou o Live Messenger em um telefone com Windows Mobile, sabe o quanto isso é importante.
Em vez de atravancar o desempenho do telefone e entupir a banda de transmissão, o sistema consegue processar remotamente a informação e mandar só o essencial para o telefone. É claro que o desempenho azeitado tem um preço. O Kin precisa de conexão perene, 24 horas, para tudo funcionar macio. Sem conexão, todo o apelo se perde e ele não passa de um telefone bacaninha para jovens que toca músicas e faz fotos.
Foram dois anos e meio de projeto com a Tibco, que desenvolveu as ferramentas de computação em nuvem que alimentam o Kin. A Microsoft ainda não se pronunciou se vai lançar o Kin no Brasil. Mas apostamos que se ele for lançado, obrigatoriamente será atrelado a um plano de dados bem polpudo.
Zumo viajou a Las Vegas a convite da Tibco

Quer uma TV nova para a Copa do Mundo?


Quer uma TV nova para a Copa do Mundo? Entenda a diferença entre as tecnologias
Todo ano de Copa do Mundo há uma explosão na venda de televisores. Mas nunca foi tão difícil escolher um aparelho novo, em meio a tantas tecnologias e opções. Plasma, LCD, LED e a novíssima 3D são as alternativas, que não excluem uma boa e velha televisão de tubo, em alguns casos (se o sinal não for em alta definição, por exemplo) -- conheça as diferenças entre cada uma das tecnologias modernas.
A onda agora é a busca pela alta definição. Com efeito, quem se acostuma às imagens HD (sigla inglesa para "high definition") tem grande dificuldade para voltar ao esquema antigo. Até mesmo assistir a DVDs passa a ser um castigo para os olhos.
Confira ao lado alguns aparelhos e seus preços
O ideal, claro, é assistir à Copa com a maior resolução de imagem possível. Mas a primeira limitação que o consumidor encontrará é a presença do sinal de alta definição. Se a sua cidade não dispuser de transmissão em HD (a tal "TV digital", como é mais comumente chamada) e você não estiver a fim de gastar uma grana maior contratando um serviço de TV por assinatura em HD, não vale muito a pena dar uma turbinada tecnológica no televisor.
Agora, se o sinal de alta definição está ao seu alcance (ou ainda se você também pretende dar grande uso à TV nova assistindo a filmes em DVD ou, melhor ainda, em Blu-ray), aí é o caso de começar a pesquisar que aparelho comprar. Convém, independentemente da escolha, buscar um aparelho que já possua o conversor para os sinais HD embutido. Praticamente todos os modelos mais recentes o possuem, mas há ainda nas lojas aparelhos mais antigos que não têm.

High definition
Antes de partir para a compra da TV, é importante entender a diferença entre a resolução que as imagens produzidas pelos aparelhos modernos podem alcançar. Há dois tipos de TV compatíveis com alta definição: as classificadas apenas como HD-Ready e as que possuem a funcionalidade Full HD (Full High Definition).
A rigor, para uma imagem ser considerada "alta definição", ela precisa ter no mínimo 720 linhas horizontais. As linhas podem ser apresentadas de forma progressiva (todas simultaneamente para cada quadro) ou entrelaçada (as linhas pares são exibidas primeiro, e as ímpares depois, formando o quadro em dois tempos), e daí vem a letra (p ou i) que costuma acompanhar o número que indica a resolução da imagem. Os formatos mais comuns para transmissões de TV são o 720p e o 1080i. Já os discos Blu-ray usam, na maior parte das vezes, a resolução-padrão máxima adotada internacionalmente, o 1080p.

Esses números, entretanto, podem não ter correspondências com a resolução da televisão. Entre as TVs HD-Ready, por exemplo, o mais comum é a tela ter 768 linhas horizontais (que não se encaixam exatamente nem nos 720, nem nos 1080). Na prática, essas TVs costumam "aceitar" (e converter para sua própria resolução) sinais 720p e 1080i. Já os 1080p só podem ser exibidos em aparelhos Full HD, cuja resolução de tela é de 1920 x 1080 pixels.

De toda forma, seja qual for o modelo escolhido, se for HD-Ready já representará um grande evolução com relação às transmissões tradicionais. A TV analógica chega a apenas 480 linhas de resolução.

E para conseguir atingir a resolução máxima, os tais 1080p, todos os elementos -- desde a produção da imagem até a visualização no televisor -- devem utilizar tecnologia em Full HD. Portanto, é necessário possuir um televisor que consiga reproduzir o sinal de altíssima definição e, em conjunto ao aparelho, é preciso que a fonte do sinal digital também tenha resolução máxima, além do conteúdo exibido ter sido produzido em Full HD.

Se você chegou até aqui, é hora de decidir pela tecnologia adotada. Conheça abaixo cada uma.

Os modelos da série 7000, da Samsung, exibem imagens em 3D. Com tecnologia LED Full HD, os aparelhos permitem que qualquer imagem convencional seja convertida em 3D. O fabricante não divulga o preço, mas o modelo de 46 polegadas pode ser encontrado por R$ 7,4 mil

Plasma
É a tecnologia mais "antiga" de televisores "finos" de alta resolução. O nome vem do princípio de funcionamento, que usa plasma (o quarto estado da matéria, basicamente um gás em que os elétrons são dissociados dos núcleos atômicos) para produzir as imagens.
Prós: O mais óbvio é o custo. São televisores grandes e, em termos comparativos, baratos. Mas também há outras grandes vantagens, como a alta taxa de renovação da imagem da tela (chegando a 600 Hz, unidade usada para designar a frequência de atualização da imagem), que permite a visualização mais natural de movimentos, e o alto nível de brilho e contraste, em comparação com o
LCD.
Contras: Os modelos de plasma consomem mais energia que todos os outros. Além disso, são as telas mais "sensíveis". Há o risco, por exemplo, de marcá-la em definitivo (o chamado efeito "burn-in") quando a imagem fica congelada durante muito tempo – algo cada vez menos comum com os modelos mais recentes. E é complicado encontrar um aparelho que seja Full HD (ou seja, que tenha a resolução máxima adotada como padrão) e não seja gigantesco (50 polegadas ou mais).
Há uma crença de que os modelos de plasma apresentem pouca durabilidade, o que não é verdade. A Panasonic divulga, por exemplo, que a duração de um desses modelos seja de 100 mil horas de funcionamento, ou mais de 33 anos.
LCD
É hoje a alternativa mais comumente adotada de displays de alta resolução. Com uso de cristal líquido, a tecnologia é a mesma dos monitores de computador, aperfeiçoada para dar maior contraste, brilho e taxa de atualização de imagem.
Prós: Além de consumir menos energia que os televisores de plasma, os televisores LCD não possuem o problema do "burn-in" e não têm limitações quanto ao tamanho da tela: é possível fabricar modelos menores (26 polegadas, por exemplo) e fazer telas de médio porte já com resolução Full HD (32 polegadas para cima). Com isso, dão mais flexibilidade de escolha ao consumidor.
Contras: Os principais pontos fracos dos LCDs são a baixa taxa de atualização da imagem (os modelos mais arrojados vão a 240 Hz, mas ainda longe dos 600 Hz dos televisores de plasma) e a dificuldade de imprimir maior brilho e contraste ao televisor, a despeito dos avanços em anos recentes.
LED
A "última bolacha do pacote" em termos de TV consiste basicamente numa tela LCD convencional "iluminada por trás" por LEDs (diodos de emissão de luz, na sigla inglesa). A tecnologia faz os outros televisores "finos" parecerem tão gordos quanto Ronaldo Fenômeno: os televisores LED têm espessura de cerca de 3 cm, para modelos com até 55 polegadas.
Prós: Design mais sofisticado, contraste e brilho muito melhores que os do LCD convencional e baixo consumo de energia são os grandes destaques.
Contras: O preço é ainda muito salgado e a taxa de atualização da tela segue com as mesmas limitações do LCD convencional. Alguns modelos vão a 480 Hz, mas ainda perdem, nesse quesito, dos displays de plasma.
3D
O futuro dos televisores pode ser a tecnologia 3D. Ou não. Já existem dois fabricantes comercializando essas TVs no Brasil (modelos LED com transmissão de imagens tridimensionais), mas é complicado justificar sua aquisição no momento, por conta da baixa quantidade de conteúdo em 3D disponível e o alto preço dos equipamentos.
Talvez isso mude nos próximos anos, mas no momento faz pouco sentido adquirir um aparelho desses. É um investimento para o futuro.
A rota do mercado
Hoje em dia, para os displays de alta definição, o plasma é o modelo mais comum de entrada, pelo custo, mas a maior fatia do mercado vai para o LCD.
As empresas fabricantes, entretanto, esperam uma mudança neste quadro, que está começando agora. "O LED vai assumir em algum tempo o papel do LCD. E o plasma tem uma tendência de ir diminuindo pouco a pouco, é um mercado que já está estagnado. Ele está lá porque é um primeiro preço. Mas com evolução do LED, ele também ficaria um pouco mais distante", afirma Rafael Cintra, gerente sênior de área de TVs da Samsung, empresa que foi pioneira nos mercados de LED e 3D no Brasil. "A tendência é o LCD ocupar o lugar hoje tomado pelo plasma, e o LED ocupar o espaço atual do LCD."
A expectativa é a de que o mercado de LED, que no ano passado representou 50 mil unidades vendidas no Brasil, salte para 1 milhão.
Já o 3D segue sendo uma aposta. Provavelmente irá se tornar algo grande, mas ainda precisará de alguns anos para se firmar completamente e para que se tenha uma noção do real potencial de mercado para a tecnologia. Por ora, a ideia segue sendo um grande negócio somente nos cinemas.